7 de abril de 2014

dos quereres: o teste


Dos quereres, um nova coluna para falar sobre tudo aquilo que desejamos: um lançamento, um livro com capa bonita que vimos na livraria, um campeão de bilheterias no cinema, um disco que pouca gente conhece. Com um formato rápido, a ideia é postar, no mínimo, uma vez por semana. 

Em um ambiente pós-guerra, o mundo precisa ser reconstruído. Para que esta tarefa seja realizada, a chamada Comunidade das Nações Unificadas seleciona os seus mais brilhantes jovens recém-formados para que participassem de uma seleção para a escolha de líderes. Cia, nossa protagonista, consegue ser uma das escolhidas para participar e se mostra bastante empolgada com O Teste,  mesmo sem conhecer muito bem o que a espera. Para piorar, seu pai, que participou de uma outra edição do teste anos atrás, se mostra preocupado.

O Teste, escrito por Joelle Charbonneau, é o nosso primeiro desejo porque tem uma sinopse bem misteriosa e que nos chamou muito a atenção. Amamos distopias e estamos bem ansiosos para ter este livro em mãos e descobrir todos os segredos, perigos e terrores que esta seleção apresenta. Algo legal de dizer é que nos lembrou a série 3% (que não foi pra frente, sendo lançado somente este piloto) e isso é um ponto super positivo! Este thriller chega às livrarias neste início de Abril e foi publicado pela Única Editora.


André mantem os amigos por perto e deseja aos inimigos vida longa.

6 de abril de 2014

a culpa é da esther earl?

A Estrela Que Nunca Vai Se Apagar conta a história de Esther Grace Earl, diagnosticada com câncer da tireoide aos 12 anos. A obra é uma espécie de diário da jovem, com ilustrações, fotos de seu arquivo pessoal, textos publicados na internet, bate-papos com os inúmeros amigos que fez on-line e reproduções de cartas escritas em datas comemorativas como aniversários. A jovem perdeu a batalha contra a doença, mas deixou um legado de otimismo e celebração ao amor. Atualmente sua mãe, Lori Earl, preside a instituição sem fins lucrativos This Star Won´t Go Out (tswgo.org), que apoia pacientes e famílias que lutam contra o câncer.

Em um belo de sorte, recebi o comunicado de que havia ganhado um sorteio no blog Conversa Cult. O presente: um kit com A Culpa é das Estrelas e o livro de hoje. Ainda não li a obra do John Green (comecei a leitura no passado, mas não consegui terminar), por isso resolvi embarcar no mundo real de uma menina com câncer (já que a ficção do novo queridinho da literatura YA não funcionou comigo). Hoje, a resenha de "A Estrela que Nunca vai se Apagar", de Esther Earl com Lori e Wayne Earl.

 É SOBRE O QUÊ? 
Esther Grace Earl é uma garota como qualquer outra. Gosta de Harry Potter, passa bastante tempo na internet, adoro ouvir música, assiste o vlog dos irmãos John e Hank Green, escreve e cria seus próprios personagens, prefere se comunicar com animais, adoro assistir filmes de romance e comédia, gosta da neve bem branquinha, do sol esquentando o braço e das folhas que fazem barulhos ao serem pisadas, já conheceu vários países, tem uma família bacana, sonha com o primeiro beijo... Talvez a única coisa que diferencia Esther de outras meninas seja o câncer.

Esther tinha somente 12 anos e vivia cansada, principalmente quando tentava fazer exercícios físicos na escola. Ao fazer alguns exames, na tentativa de encontrar um problema como tuberculose, acabam encontrando o câncer de tireoide, que, apesar de assustador, não é tão ruim quanto os outros. Mesmo assim, esta protagonista real acaba entrando em complicações (e saindo delas várias vezes) e falecendo aos 16 anos. Antes disso, ela tentou fazer o melhor que pode com seus dias, sempre deixando cartas e mensagens positivas para os que a cercavam.

"Nestas páginas, e nas minhas memórias, 
ela me faz lembrar que uma vida curta também pode ser uma vida boa e rica, que é possível viver com depressão sem ser consumido por ela e que o sentido da vida está na união, na família e nas amizades que transcendem e sobrevivem a todo tipo de sofrimento.
(John Green) 

 EU GOSTEI... 
O fato desta ser uma história real com pessoas reais e acontecimentos reais já nos coloca em uma posição diferente. Não estou acostumado com a leitura de biografias e começar por A Estrela que Nunca Vai se Apagar foi um desafio e tanto. A história de Esther é cheia de emoções e o modo como o livro foi construído ressalta vários atributos da garota e nos ajuda a submergir ainda mais. Dividido em capítulos curtos (que são as páginas do diário da garota e dos comentários de seus pais na internet), o livro tem um projeto gráfico baseado em cores para destacar as diferentes categorias e narradores.

Ler o diário de alguém parece uma intromissão que não merece desculpas, mas Esther escreve sobre seus dias de uma maneira tão íntima que é impossível não se sentir abraçado pelo texto dela, ora dramático ora cômico. É algo bastante pessoal, pois podemos acompanhar tudo com fotografias de arquivos e álbuns de família, desenhos que ela fez, conversas de chats na internet, cópias de cartas, vídeos do YouTube e postagens do blog da moça... Ao final, nos tornamos amigos desta menina que lutou até o fim, realizou sonhos e conquistou vários seguidores com seu legado.

Por mais que haja uma melancolia implícita nas palavras que ela escolhe, é notável que Esther não desejava ser vista com medo ou sentindo dores ou com vontade de desistir. Ela sempre colocava tudo nas mãos de Deus e se apegava com a oração e o apoio de seus pais, que se tornaram melhores amigos durante o período em que alternou em visitas ao hospital e às estadias em sua casa.

Esther desejava ser escritora e seus primeiros textos aparecem ao final do livro. Para mim, uma das partes mais interessantes e bonitinhas. O talento dela para as palavras é notável. Assim como seu pai, Wayne Earl, que causa uma angústia tremenda narrando os últimos instantes da vida de Esther. Quem também ganhou pontos comigo foi o John Green, que me emocionou nas primeiras páginas do livro, quando fala da sua amizade com a Esther, ainda na introdução de A Estrela que Nunca Vai se Apagar.

"Vivemos em um mundo definido por seus limites: não se consegue viajar mais rápido que a velocidade da luz. Todo mundo deve e vai morrer. Não se pode escapar desses limitações. 
Mas o milagre e a esperança da consciência humana é que ainda podemos conceber a infinitude." (John Green)

 EU NÃO CURTI... 
Durante as cartas e textos que Esther escreveu no diário, me sentia confuso. A garota evitava pontuações, misturava seus pensamentos ao que desejava escrever de forma desordenada e as frases eram deixadas sem sentido em alguns momentos. Me incomodava e a leitura precisava ser interrompida para voltar e dar mais uma olhadinha no que ela quis dizer.

Outro incômodo eram os capítulos de Lori e Wayne, nas páginas alaranjadas. Os textos eram bem parecidos, sempre falando dos mesmos exames e procedimentos. Nem mesmo o capítulo escrito pela médica de Esther abrigou tantos termos técnicos. É claro que isso influencia na cronologia, mas o livro já ficaria bem grandinho mesmo excluindo estes fatos ou resumindo o que pudesse.

"Quando o dia chegar, seja em um, dez ou cem anos, eu não quero que vocês pensem em mim e fiquem tristes. Mesmo agora que estou viva, não pensem em mim e digam “Pobrezinha. É uma pena que ela esteja doente.” Não que vocês façam isso. 
Pensem em mim e pensem na luz do sol e no quanto aaaamo animais e desenhar coisas bonitas.
(Esther Earl)

 SINESTESIA  Um livro agridoce. Amargo em alguns momentos, açucarado em outros.
 VOCÊ PODERÁ GOSTAR SE...  gosta de biografias, curtiu A Culpa é das Estrelas ou quer fugir de YA.


A Estrela que Nunca Vai se Apagar Vale 3 músicas de rock bruxo!  
Esther Earl com Lori e Wayne Earl 
Editora Intrínseca
448 páginas


André não tenta apagar a estrela de ninguém.



4 de abril de 2014

delicadeza, tatuagens e fotografia


Aspas em volta de vários livros que grifaríamos. Um barquinho que navega pelo oceano de um mapa. Uma bicicleta para evitar os carros do cenário urbano. Um pequeno guarda-chuva para quando a água cai.

Para quem ama tatuagens, achamos um projeto fotográfico bem bonitinho e simples, mas que encanta a gente porque é muito bem pensado. A ideia é fotografar uma tatuagem pequena e delicada no pulso, acompanhada de um fundo que combine com ela. Batizado de Tiny Tattoos, o projeto foi criado pelo fotógrafo Austin Tott

+Conheça o portfolio dele, clicando aqui.










André faria qualquer uma destas tatuagens só para estar nestes cenários.

3 de abril de 2014

playlist: deixe a inglaterra tremer


Na última terça o livro Deixe a Inglaterra Tremer, de Sávio Lopes, apareceu por aqui em uma resenha. O livro narra um pouco sobre a vida de uma brasileiro em intercâmbio em Londres. Uma pausa para novas culturas, novos amigos, novo idioma, novos pontos turísticos e lugares preferidos... A gente ama conhecer coisas novas e viajamos com as descrições do autor sobre os locais em que o protagonista passava. 

E como adoramos experimentar novidades, o que mais chamou nossa atenção eram as músicas que abriam cada capítulo do livro. Todos os 33 capítulos trazem um trechinho de uma música diferente. Tem bastante rock alternativo, músicas de outras épocas e algumas bandas que nunca nem havíamos ouvido falar. Gostamos tanto de tudo isso que reunimos todas as indicações nesta playlist para vocês deixarem o iPod tremer também!


André adora conhecer música nova.
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