19 de agosto de 2014

postais para formigas


Este é dos trabalhos mais delicados e cuidadosos que já vi. Diariamente, a artista plástica Lorraine Loots posta em sua página um cartão postal pintado à mão, com diferentes técnicas e materiais. A única restrição para que o trabalho prossiga é que ele seja em um tamanho mínimo. Daí vem o nome do projeto: 365 Postcards for Ants

Em 2013, ela recebia diariamente sugestões do que pintar pelas pessoas que acompanhavam seu trabalho. Em 2014, entretanto, na segunda edição do projeto, ela está fazendo postais inspirados em Cape Town, sua cidade, que foi escolhida como Capital Mundial do Design neste ano. Antes de ser enviados para os seus respectivos donos (todos os originais são vendidos antes, às cegas), todas as pinturas serão expostas na cidade. Você pode acompanhar imagens do decorrer do projeto em seu tumblr.










André adoraria ser uma formiga.


4 de agosto de 2014

artesanato urbano


Estamos acostumados a ver formas bruscas, linhas retas e muitas cores quando falamos por grafite e arte urbana. Porém, a artista polonesa NeSpoon resolveu criar algo totalmente novo e que contrapõe estes valores das ilustrações pintadas em paredes e murais nas ruas.

Seu trabalho é bastante delicado e lembra teias e objetos feitos de renda e crochê. Estampas únicas, de poucas cores e que dão mais suavidade ao cotidiano de quem passa pelas casas abandonadas, parquímetros e placas que recebem a intervenção da artista.


André quer mais suavidade sempre.

1 de agosto de 2014

todas as cores do meu pedacinho de chão


Todas as pessoas que assistiram algum capítulo de Meu Pedacinho de Chão ou alguma vinheta usada para divulgar a história perceberam, com toda a certeza, que esta não é uma novela comum. É colorida, mágica e exuberante, seja pelas roupas, pelas falas dos personagens ou da linguagem poética com que tudo é narrado. Os cenários da novela, por exemplo, exalam imaginação, já que tudo gira em torno de Serelepe e Pituca, duas crianças que moram na Vila de Santa Fé.

Com os olhos e a luneta dos personagens infantis é que acompanhamos o desenrolar da narrativa e, por isso, tudo na vila cenográfica remete a uma cidade de brinquedo. O tamanho das casas e das portas foi reduzido, os cenários ganharam cores surreais, as casas são feitas de lata, as árvores recobertas com crochê colorido, os animais são mecânicos... Em vários sentidos (principalmente, os estéticos), Meu Pedacinho de Chão, que exibe seu último capítulo hoje, é um marco para a televisão brasileira.


André adoraria viver nesta vila.